Pesquisa sobre o Espinho de
Paulo
.Livro “curai enfermos e expulsai
demônios
.Autor “T.L. Osborn
.Trabalho realizado
“IPMA”Pr.Fábio dos Santos
Três perguntas sobre o espinho na
carne de Paulo
E para que me não exaltasse pelas
excelências das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um
mensageiro de Satanás, para me esbofetear, afim de me não exaltar. Acerca do
qual três vezes orei ao Senhor para que se desviasse de mim. E disse-me: A
minha graça te basta, porque meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa
vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o
poder de Cristo.
2 Coríntios 12.7-9
Uma das objeções mais comuns hoje
sobre o ministério da cura é o espinho na carne de Paulo. Uma ideia tradicional
tem levado à outra ideia tradicional. A doutrina promulgada em toda parte de
que Deus é o Autor da doença e deseja que alguns de Seus filhos mais devotos
permaneçam enfermos para O glorifi¬carem, exibindo coragem e paciência, sem
dúvida, tem levado à ideia de que Paulo padecia de uma enfermidade que Deus Se
recusava a curar.
Não cremos que alguém que
dispenda tempo para ler tudo o que a Palavra de Deus diz sobre o assunto da
cura possa tirar tal conclusão.
É com um sincero desejo de ajudar
a cada leitor honesto que apresentamos o seguinte estudo sobre o espinho na
carne de Paulo. Milhares de pessoas padecem desnecessariamente du¬rante anos,
crendo que agradam a Deus, o qual, supostamente, permitiu que Paulo sofresse
alguma forma de enfermidade.
Curai enfermos e expulsai demónios
Para compreendermos bem esse
caso, consideremos o que a Bíblia diz acerca desse espinho na carne:
1. Que era esse espinho?
2. Qual o propósito do espinho?
3. Por que foi enviado a Paulo?
PRIMEIRO: o que era o espinho de
Paulo?
A expressão espinho na carne é
usada no Antigo e Novo Testamentos apenas como ilustração. A figura do espinho
na carne não se emprega nenhuma vez na Bíblia como uma figura de enfermidade.
Todas as vezes que esta expressão
é usada na Bíblia declara-se especificamente o que era o espinho na carne.
Em Números 33.55, a expressão
espinho nos vossos olhos
ilustrava os habitantes de Canaã.
Em Josué 23.13, refere-se às
nações pagãs de Canaã (os ca-naneus).
Nesses dois casos, a Bíblia
afirma claramente o que eram esses espinhos na carne. Em ambos os casos, os
espinhos eram personalidades.
Paulo declara com a mesma clareza
o que era seu espinho. Ele diz que era um mensageiro de Satanás ou, conforme
outros tradutores, o anjo do diabo, anjo de Satanás etc. A ilustração espinho
na carne refere-se a uma personalidade, a um mensa¬geiro de Satanás.
A palavra mensageiro é traduzida
da palavra grega angelos que aparece 188 vezes na Bíblia. É traduzida por anjo
181 vezes e 7 vezes por mensageiro. Em todas as 188 vezes na Bíblia inteira,
sem exceção, trata-se de uma pessoa e não de uma coisa. O inferno foi preparado
para o diabo e seus anjos, ou mensageiros (Mt 25.41), e o espinho na carne de
Paulo era um desses mensa¬geiros do diabo. Paulo o definiu assim.
Os pregadores e mestres têm
imaginado que o espinho na carne de Paulo pode ser tudo, desde uma doença
oriental -oftalmia - até uma esposa não-convertida! Parece-me tão irra¬cional
especular sobre o que era o espinho na carne, já que o próprio Paulo declara
exatamente o que ele era - um mensa¬geiro de Satanás.
SEGUNDO: para que foi enviado o
espinho na carne de Paulo?
Paulo não apenas diz o que era
seu espinho, um mensageiro de Satanás, mas nos diz também o que esse mensageiro
ou anjo de Satanás veio fazer: para me esbofetear.
A palavra esbofetear significa
dar bofetada após bofetada,
como quando as ondas esbofeteiam
um navio e como quando Cristo foi esbofeteado. A mesma palavra é usada em
Mateus 26.67; Marcos 14.65; l Coríntios 4.11; l Pedro 2.20.
Esta palavra, usada em 2
Coríntios 12.7 para descrever o suplício de Paulo, preso a esse mensageiro de
Satanás, deve concordar com o mesmo sentido da passagem em todos os versículos.
Em nenhum dos casos se refere à enfermidade nem à doença.
Esse mensageiro ou anjo de
Satanás foi enviado para esbofetear Paulo continuamente - para dar bofetada
após bofetada nesse fiel homem de Deus. A palavra bofetada em l Coríntios 4.11 é
traduzida na Bíblia de língua espanhola como golpearam-me com muitas bofetadas.
A enfermidade jamais poderia
golpear uma pessoa com muitas bofetadas tampouco esbofetear uma pessoa, mas a
obra hostil de um anjo do diabo cabe bem nessa descrição.
A descrição seguinte dos
sofrimentos de Paulo (bofetadas constantes do mensageiro de Satanás) durante
seu ministério explica como esse anjo do diabo molestou a vida do apóstolo. Não
precisamos acrescentar doença à lista. Nem Paulo nem as Escrituras mencionam
tal associação.
Após a conversão de Paulo, Deus
enviou-lhe Ananias para informá-lo de que ia mostrar-lhe quanto devia padecer
por Seu Nome (At 9.16). Isso se cumpriu nos seguintes acontecimentos:
1. Os judeus, logo após a sua
conversão, tomaram conselho entre si para matá-lo (At 9.23).
2. Foi impedido de ajuntar-se aos
discípulos (At 9.26-29).
3. Sofreu oposição de Satanás (At
13.6-12).
4. Resistido pêlos judeus
amotinados (At 13.44-49).
5. Expulso de Antioquia da
Pisídia (At 13.14,50-52).
6. Atacado pela multidão e
expulso de Icônio (At 14.1-5).
7. Fugiu para Listra e Derbe onde
foi apedrejado e deixado como morto (At 14.6-19).
8. Tinha de disputar continuamente
com irmãos falsos (At 19.8).
9. Açoitado e lançado na prisão
em Filipos (At 16.12-40).
10. Atacado pelas multidões e
expulso de Tessalônica (At 17.1-10).
11. Atacado pelas multidões e
expulso de Beréia (At 17.10-14).
12. Atacado pela multidão em
Corinto (At 18.1-23).
13. Atacado pela multidão em
Éfeso (At 19.23-41).
14. Conspiração dos judeus para
matá-lo (At 20.3).
15. Preso pêlos judeus, atacado
pelas multidões, julgado cinco vezes e muitos outros padecimentos.
Além do opróbrio, necessidades, perseguições
e aflições men¬cionados em 2 Coríntios 12, no capítulo 6 dessa mesma Epístola,
ele menciona açoites, prisões, tumultos, desonra, infâmia, como morrendo, e eis
que vivemos, como castigados e não mortos.
E no capítulo 11 menciona (...)
açoites, mais que eles; em prisões, muito mais; em perigo de morte muitas
vezes.
Recebi dos judeus cinco
quarentenas de açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui
apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo em
viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigo
dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no
deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos; em trabalhos e
fadiga, em vigílias muitas vezes; em frio e nudez.
2Coríntiosll.24-27
Injuriado (...) perseguido (...)
blasfemado (...) chegando a ser como lixo deste mundo (...) como a escória de
todos.
l Coríntios 4.12,13
Quem, a não ser o anjo de
Satanás, pode ser responsável por todos esses sofrimentos? Vemos que Paulo, ao
enumerá-los, menciona quase tudo em que se podia pensar, menos enfermi¬dade ou
doença dos olhos.
A única coisa que ele não
menciona, a tradição se apropria e diz que era o seu espinho. Por que esses
pregadores e mestres colocam doença nos olhos ou enfermidade, coisas que Paulo
não menciona, no lugar das bofetadas, as quais ele menciona?
Obviamente, o espinho de Paulo
não podia ser a visão deficiente, porque os seus olhos foram curados de
cegueira. Ele recebeu boa visão (At 9.18). Com certeza, a Bíblia não diria isso
se os olhos de Paulo fossem tão fracos como os teólogos querem fazer crer.
Para responder a estas duas
questões, baseamo-nos no que o próprio Paulo disse: O que era o espinho na
carne de Paulo? Resposta: um mensageiro (anjo) de Satanás. O que esse
men¬sageiro veio fazer? Resposta: esbofetear-me (dar bofetada após bofetada).
Muitas vezes, debatendo sobre o
espinho na carne de Paulo, os pregadores e mestres emitem suas opiniões, ou o
que eles pensam, ou o que parece ser, ou o que alguém disse.
Confortam os enfermos com esta
mensagem: Paulo era doente e orou três vezes para ser curado, e Deus não quis
curá-lo. Deus disse a Paulo que Sua graça lhe bastava. Portanto, devemos fazer
como Paulo: suportar nosso espinho de enfer¬midade, fiel e pacientemente, para
a glória de Deus.
A Bíblia não diz nada acerca de
Paulo estar enfermo, de ele orar para ser curado, nem que Deus o obrigou a
permanecer enfermo.
Em vez das revelações que a
Bíblia não contém, o que real¬mente as Escrituras dizem é o seguinte:
E, para que me não exaltasse
pelas excelências das revelações, foi-me dado um espinho na carne [não uma
doençal, a saber, um mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de não me
exaltar. Acerca do qual três vezes orei ao Senhor, para que se desviasse de mim
[Paulo não diz que orou três vezes para ser curado.l E [Deusl disse-me: A minha
graça te basta, porque meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade,
pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de
Cristo.
2 Coríntios 12.7-9 Deus não
disse: "Não, Paulo, quero que fiques enfermo".
TERCEIRO: por que o espinho foi
enviado a Paulo?
Agora, considere esta terceira
pergunta. A resposta é tão clara como as duas primeiras.
Por que o mensageiro de Satanás
foi enviado para esbofetear Paulo?
Resposta: para que ele não se
exaltasse pelas excelências das revelações.
É por causa da excelência das
revelações que os enfermos hoje devem ser ensinados a considerar sua
enfermidade como um espinho que deve permanecer, para que não se exaltem
de¬mais? A razão do próprio Paulo para aquele espinho exclui quase todas as
outras. Você deve reclamar se sua doença for um espinho como o de Paulo, a
menos que também tenha recebido,
como ele, tão grande abundância de
revelações, que precise de algo para não se exaltar.
Se reclamar porque tem um
espinho, terá de concordar com o resto das Escrituras acerca do espinho de
Paulo. Ele gloria¬va-se em todas as bofetadas que sofria das mãos do
mensagei¬ro de Satanás.
Se as bofetadas de Paulo fossem
enfermidades, e se você estiver sofrendo enfermidade, como dizem que Paulo
sofreu, você deveria gloriar-se em sua enfermidade em vez de tentar ficar livre
dela? Se alguém se gloria de seu espinho, não deve¬ria ir ao melhor cirurgião
para removê-lo.
Consideremos as Escrituras
citadas para provar que o espi¬nho de Paulo era uma enfermidade.
Enfermidades
De boa vontade pois me gloriarei nas
minhas fraquezas. 2 Coríntios
12.9b
Pelo que sinto prazer nas
fraquezas.
2 Coríntios lO.lOa
A minha graça te basta,
porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza .2 Coríntios 12.9a
A palavra fraqueza é traduzida da
mesma palavra grega que Paulo usa em Romanos 8.26 quando diz: Da mesma maneira
também, o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos
de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós
É também a mesma palavra usada em
Hebreus 11.34 quando fala dos profetas que da fraqueza tiraram forças. Em 2
Coríntios 13.4, é usada para exprimir a maneira como Cristo foi crucificado:
Por¬que, ainda foi crucificado por fraqueza, vive contudo pelo poder de Deus.
A palavra fraco (ou fraqueza)
usada nesses versículos é a mesma palavra usada em 2 Coríntios 12.10 quando
Paulo disse: Porque, quando estou fraco, então, sou forte. Se a palavra fraco
queria dizer enfermo, então a palavra forte queria, logicamente, dizer que
estava de boa saúde.
As palavras traduzidas por
fraqueza ou fraco sobre a vida de Paulo nunca foram usadas para dar ideia de
enfermidade ou de alguma doença dos olhos.
Observemos o uso das palavras
debilidade e fraqueza (traduzidas da mesma raiz da palavra citada acima) nos
se¬guintes versículos. Coloque as palavras enfermidade e doença no lugar delas,
e veremos que não dá certo: Rm 4.19; 8.3; 14.2,21; l Co 8.9; 9.22; 15.43; 2 Co 13.4;
Hb 5.2; 7.28.
Em vários desses versículos, a
palavra fraqueza contrasta com poder ou força, sem qualquer ideia de fraqueza
resultante da doença.
Quando Paulo fala de sua fraqueza
diante da Igreja, expri¬me sua insignificância em seu próprio poder, confiando
inteira¬mente no Espírito e no poder de Deus, para que a fé dos coríntios não
se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus
(l Co 2.5).
Tentação
Não rejeitastes, nem desprezastes
isso que era uma tentação na minha carne.
Gaiatas 4.14a
A palavra tentação (interpretada
como uma espécie de doença) é traduzida da mesma palavra grega usada para
exprimir o desafio de Satanás a Cristo no deserto: Acabando o diabo toda
a tentação (Lc 4.13a). Foi usada
por Jesus quando disse: Orai, para que não entreis em tentação (Lc 22.40b). Nem
uma nem outra dessas palavras faz referência à enfermidade ou à doença de
qualquer espécie.
A "letra grande" de
Paulo
Vede com que grandes letras vos
escrevi por minha mão.
Gaiatas 6.11
Aprendemos que Paulo era quase
cego, a ponto de precisar escrever letras grandes, mas consideremos os
seguintes fatos.
A palavra letra que Paulo
empregou é traduzida da mes¬ma palavra grega usada em 2 Coríntios 3.6b: A letra
mata, e o Espírito vivifica. Isso certamente não se refere a uma letra do
alfabeto.
A palavra grande, usada para
definir a letra de Paulo, é traduzida de uma palavra grega que significa uma
forma quantitativa, como a palavra quanto e não grande.
E mais, a palavra grande,
traduzida do grego, não é a mesma que se usa para exprimir tamanho, em Lucas
22.12, ao falar de um grande cenáculo. A palavra grande em Lucas é traduzida da
palavra grega megas que significa simplesmente grande em tamanho.
A carta de Paulo era grande em quantidade. Uma
letra do alfabeto pode ser grande em tamanho, mas não em quantidade.
Sem dúvida, Paulo fala sobre sua
Epístola ser grande (em quantidade), simplesmente, porque não era seu costume
escrever com sua mão.
Eles teriam dado os próprios
olhos a Paulo
Porque vos dou testemunho de que,
se possível fora, arrancaríeis os próprios olhos, e mós daríeis.
Gaiatas 4.15
Este versículo é usado como mais
uma prova de que os olhos de Paulo eram doentes, (conforme a especulação
teológica, talvez com a doença oriental - oftalmia), que o povo estava pronto a
dar-lhe os próprios olhos para colocá-los no lugar dos seus olhos doentes. Não
há dúvida alguma de que a expressão dos gaiatas era, simplesmente, de carinho e
amor para com o ministério fiel de Paulo.
Na reunião de despedida de nossa
cruzada, durante a qual mais de cem surdos-mudos e mais de noventa pessoas
inteira¬mente cegas foram curadas, um dos pastores nos disse em seu discurso de
adeus: "Rev. Osborn, nosso povo o ama. Eles estão louvando a Deus por sua
vinda aqui. Querem que saiba que cortariam o braço direito e o dariam a você se
fosse possível".
Esta expressão de devoção,
certamente, não era prova de que eu tinha um câncer no braço direito.
Veja que a especulação teológica
sobre o espinho na carne de Paulo é baseada em passagens que não dão base a
tais supo¬sições, quando as lemos sem ideias preconcebidas.
Se Paulo realmente era quase cego
de um olho doente, se era fraco e doente no corpo e orou três vezes para
receber cura, mas não recebeu (porque recebeu revelações espirituais de que
precisava ser mantido humilde por causa das enfermidades nos olhos e no corpo),
tais alegações contrariariam muitas outras verdades bíblicas que examinaremos
no próximo capítulo.
Fatos para meditar sobre o
espinho na carne de Paulo
1. Uma vez que a cura é um
elemento essencial do Evangelho, como Paulo podia desfrutar a plenitude da
bênção do Evangelho (Rm 15.29), como de fato desfrutava, e permanecer doente? A
cura não é uma parte da bênção do Evangelho?
2. Se Paulo era doente, como
podia o povo, a quem ele pre¬gou em Éfeso, receber fé para tais maravilhas
extraordinárias de curas? (At 19.11,12)
3. Se Paulo era doente, ao pregar
o primeiro sermão em Listra, como poderia ter criado tamanha fé no coração de
um pagão coxo desde o ventre da mãe (At 14.8), a ponto de aquele homem ser
curado instantânea e milagrosamente?
Se Paulo fosse doente, aquele
pagão creria no primeiro sermão de Paulo e receberia fé suficiente para ser
milagrosamente curado? Os críticos perguntam-me repetidamente: "Se o
senhor ficasse1 doente, o que aconteceria à sua mensagem?" Podemos crer
que Paulo, enfermo, fraco e quase cego, podia criar fé suficiente em um
incrédulo com um sermão para produzir o milagre de cura?
4. Se Paulo era enfermo ou
doente, como conseguiu ver a obe¬diência dos gentios, por palavras e por obras,
pelo poder dos sinais e prodígios na virtude do Espírito de Deus (Rm
15.18,19a)? Noto que aqueles doentes que declaram ter um espinho na carne como
Paulo, geralmente ficam incapacitados em seus ministérios e, raramente, ou
nunca, operam sinais, prodígios e milagres.
Curai enfermos e expulsai
demónios
5. Se Paulo era enfermo ou
doente, como foi que pregando na ilha de Malta, o pai de Públio e os demais
que, na ilha, tinham enfermidades, vieram ter com ele e sararam (At 28.8,9)?
Teria sido um resultado notável para um homem que estava doente e quase cego!
6. Se o espinho de Paulo não
impedia a fé do povo de ser curado de doenças do plano físico em Efeso, Malta,
Listra e em quase todos os demais lugares por onde Paulo pregava, por que
devemos usá-lo atualmente como justificativa para impedir a fé para ser curado
fisicamente?
7. No tempo da Bíblia, a fé veio
pelo ouvir a Palavra de Deus, enquanto atualmente a fé desaparece pelo ouvir a
palavra do pregador, pois o pregador declara que Paulo era doente, e Deus não
quis ouvi-lo, apesar de ele ter orado três vezes. Portanto, talvez não seja a
vontade de Deus curar você.
Argumentos como esses levam as
pessoas a abandonarem as promessas de Deus para curar todos que pedem;
promessas baseadas na Palavra de Deus que nos são concedidas para produzir fé.
Tais argumentos nos obrigam a
procurar uma revelação especial do Espírito de Deus em cada caso para
determinar se é, ou não, vontade de Deus curar determinada pessoa.
Se fosse assim, essa fé não viria
apenas pela Palavra de Deus, como Paulo ensina, mas viria pela oração, rogando
até rece¬bermos uma revelação especial da vontade de Deus.
Não é estranho que aqueles que
pregam que Paulo era doente, em vez de orarem e pedirem a Deus para curá-los,
como afirmam que Paulo fez, recorrem ao médico que crêem ser mais habilitado
para libertá-los do "espinho" de enfermidade, independente se Deus
quer removê-lo ou não?
Não é estranho que pregadores, os
quais ensinam que o es¬pinho de Paulo era um tipo de enfermidade, recomendem que
seu povo se submeta a operações e tratamentos médicos para
ser restaurado, em vez de orar a
Deus pedindo que revele se é Sua vontade ou não, como ensinam que Deus revelou
a Paulo?
Para serem consistentes, esses
pregadores deveriam re¬comendar que seu povo se gloriasse nas enfermidades,
como ensinam que Paulo fez, em vez de esforçar-se para ficar livre do espinho.
8. Paulo jamais ficou
incapacitado de desempenhar seu mi¬nistério por causa de seu espinho na carne,
porque ele podia testificar: Trabalhei muito mais do que todos eles (l Co
15.10b). Não é razoável dizer que um homem enfermo podia traba¬lhar muito mais
que todos os demais pregadores de boa saúde.
O pregador que afirma que sua
enfermidade é o espinho na carne que Paulo tinha, geralmente fica incapacitado.
Seu auxi¬liar desempenha uma grande parte de seu ministério, enquanto ele mesmo
passa uma grande parte do tempo em repouso para recuperar a saúde.
Paulo, que por certo cumpria o
que pregava, ensina-nos a estar preparados para toda a boa obr/a (2 Tm 2.21b);
a ficarmos plenamente preparados para toda a boa obra (2 Tm 3.17); zelosos de
boas obras (Tt 2.14); aplicar-se às boas obras (Tt 3.8); que aperfeiçoe em toda
a boa obra para fazerdes a sua vontade (Hb 13.21); e que abundemos em toda a
boa obra (2 Co 9.8). É claro que um homem doente não pode fazer todas essas
coisas.
9. Se a declaração: A minha graça
te basta quisesse dizer que Deus estava falando a Paulo que deveria permanecer
enfermo, como muitos ensinam atualmente, seria o único caso, em toda a Bíblia, em que Deus disse a uma
pessoa que Ele queria que permanecesse doente, que lhe daria graça para o corpo
fisica¬mente doente.
Em texto algum, as Escrituras
declaram que Deus concede graça ao corpo físico. A própria palavra graça mostra
que é o homem interior que precisa de auxílio, pois a graça de Deus é
trans¬mitida somente ao homem interior. Paulo diz que, nesse caso, renova-se de
dia em dia.
A graça de Deus é para o homem
espiritual, mas a vida de
Jesus se manifesta em nossa carne
mortal (2 Co 4.11b).
10.0 espinho de Paulo não impediu
que ele completasse sua carreira. No entanto, muitos que consideram esse
espinho uma enfermidade e, portanto, crêem que suas enfermidades, são como o
espinho de Paulo: aposentam-se no meio da vida e do ministério.
11.0 ministério de Paulo abundava
constantemente em mi¬lagres, sinais e maravilhas em todo lugar onde ministrava.
Como é estranho que tantos pregadores nos ensinem que o es¬pinho de Paulo era
logo o que Paulo não disse que era e, então, empreguem seus argumentos
especulativos contra o mesmo ministério em que Paulo abundava em milagres e curas.
12. A pregação de Paulo
sempre produziu fé em seus ouvintes para serem curados, e os milagres de cura
eram comuns em seu ministério. Os pregadores que ensinam que Paulo sofria de
uma enfermidade, a qual Deus não queria curar, quase nunca produ¬zem fé para a
cura dos enfermos, como se vê no fato de serem quase ausentes os milagres
(senão totalmente) de suas igrejas. Muitos até nos dizem que o tempo dos
milagres já passou.
13. Paulo disse: Como nada, que
útil seja, deixei de vos anunciar (At 20.20a). Aqueles que deixam de pregar as
bênçãos e a pro¬visão da cura, certamente, retêm uma bênção que é muito útil
aos enfermos.
14. Paulo disse: Tenho pregado o
Evangelho de Jesus Cristo (Rm 15.19c) para obediência dos gentios, por palavra
e por obras; pelo poder dos sinais e prodígios, na virtude do Espírito de Deus
(Rm 15.18,19a).
Sendo que a cura é
definitivamente uma parte do Evangelho, aqueles que não a pregam, não pregam o
Evangelho integral¬mente, como Paulo o fez.
E aqueles que não pregam a parte
do Evangelho que trata da cura não têm levado muitas pessoas à obediência a
Deus por meio de sinais, prodígios e maravilhas. Ao mesmo passo,
aqueles que pregam a cura como
parte do Evangelho estão con¬duzindo milhares de pessoas à obediência por meio
de sinais, prodígios e maravilhas, exatamente como Paulo fez.
15. Não é estranho que muitos
pregadores, quando que¬rem ensinar sobre a cura, escolham o texto sobre o
espinho de Paulo? Eles interpretam mal essa passagem.
Apesar de Paulo dizer que o
espinho era um mensageiro de Satanás, eles afirmam que era doença, olhos
doentes etc.
Apesar de Paulo ter afirmado que
foi para esbofeteá-lo, declaram que foi para mante-lo doente.
Apesar de Paulo orar até Deus
falar-lhe acerca do espinho e esclarecer-lhe a razão, eles recorrem ao hospital
para retirar o próprio espinho.
Apesar de Paulo dizer que o
espinho lhe foi dado por causa da excelência das revelações, estes pregadores
não têm qual¬quer revelação. Não sabem por que têm seu espinho, nem estão
interessados na causa enquanto o médico pode retirá-lo por meio de cirurgia ou
tratamento.
Apesar de Paulo pregar e
apresentar sinais, milagres e ma¬ravilhas, ganhando multidões para Cristo, tais
pregadores não demonstram sinais, maravilhas nem milagres e ganham muito poucos
para Cristo.
Apesar de Paulo pregar todo o
Evangelho de Cristo,
provando que a fé é pelo ouvir a
Palavra de Deus, esses pregadores pregam somente uma parte do Evangelho. Quando
pregam especialmente sobre cura, evitam a parte da Palavra de Deus escrita com
o objetivo de produzir fé para a cura.
Uma vez que a fé significa crer
que Deus fará o que pro¬meteu ou esperar o cumprimento de Sua promessa, como os
doentes podem receber fé para serem curados quando o pre¬gador evita a parte da
Palavra de Deus que trata das promes¬sas divinas de cura?
Se as pessoas nunca ouvem falar
nas promessas de Deus para curar, não podem receber fé para que Deus cumpra Sua
promessa e restaure-as.
E estranho, para mim, que alguém
desejoso por ensinar sobre cura física na Bíblia enfatize o caso do espinho na
carne de Paulo, sobre o qual os estudiosos admitem não poder pro¬var que tenha
alguma referência com doença nem com a cura.
Se você realmente quer edificar
fé no coração das pessoas que sofrem fisicamente, de modo que sejam
milagrosamente curadas, eu recomendo que lhes ensinem estas coisas:
O nome redentor da aliança de
Deus: Jeová-Rafah.
A aliança de Deus sobre a cura.
O ensinamento e as promessas da
cura no Antigo Testamento.
O exemplo da cura através da
história do Antigo Testamento.
As palavras, o ensinamento, os
mandamentos, as promessas e as curas do ministério de Cristo, pêlos quais Ele
revelou a vontade de Deus acerca de nosso corpo.
Os dons de cura, fé e milagres
colocados na Igreja pelo Espírito.
A ordenança de a Igreja ungir com
óleo alguém que esteja doente.
O fato de Cristo levar por nós
tanto nossas enfermidades como nossos pecados.
O fato de Cristo, quando aqui na
Terra, ter curado todos os que o tocavam, junto com o fato de que Jesus Cristo
é o mesmo (...) hoje.
O fato de que milhares de pessoas
têm sido curadas pelo poder de Deus desde os dias dos apóstolos, e outros
milhares estão sendo curados de toda sorte de doenças incuráveis, em quase
todos os países do mundo, mesmo na época em que vivemos.
“O intuito desta pesquiza é abrir
o nosso conhecimento a respeito da bíblia, como pastor minha orientação é que o
aluno ore e deixe o espírito santo lhe trazer a interpretação precisa , pois
este assunto é um mistério, e sabemos que as coisas reveladas pertencem ao
homem e as ocultas a Deus.” (Pr. Fábio dos Santos)
Leia:At:9 Rm:16,22
2ºCo:12,7 Gl:4,13-15 Cl:4 e
amplie o seu raciocínio.
Estudo Teológico Mistérios do
Avivamento
Pr. Fábio dos Santos.



