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quarta-feira, 17 de junho de 2020

O CANTAR DO GALO E A NEGAÇÃO DE PEDRO


A expressão “canto do galo” que é o assunto da reposta encontramos, com ligeiras variações, nos quatro Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João . A partir destes textos buscaremos o significado e a natureza de tal expressão “canto do galo”. Comecemos com os relatos dos
Evangelho de Mateus 26,34:
“Jesus declarou: Em verdade te digo que esta noite, antes que o galo cante, me negarás três vezes! (Evangelho de Mateus 26,34) Bíblia de Jerusalém.
evangelho de Marcos 14,30
“Disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje, esta noite, antes que o galo cante duas vezes,  me negarás três vezes”(Evangelho de Marcos 14,30) Bíblia de Jerusalém.
Evangelho de Lucas 22,34
“Mas ele disse: Pedro eu te digo, (o) galo não cantará hoje sem que por três vezes tenhas negado conhecer-me.” (Evangelho de Lucas 22,34) Bíblia de Jerusalém.
Evangelho de João 13,38
“Jesus lhe responde: Darás a tua vida por mim? Em verdade, em verdade te digo: o galo não cantará sem que me renegues três vezes.”(Evangelho de João 13,38) Bíblia de Jerusalém.

Considerações para a questão do Lugar – centro de Jerusalém.
É importante argumentar com respeito ao “lugar” onde Pedro se encontrava quando efetivamente negou a Jesus. Os textos bíblicos que falam do ocorrido e fornecem informações são: Mt 26,69-75; Mc 14,66-72; Lc 22,54-62 e Jo 18,5-18.
Onde estava Pedro no momento em que negou a Jesus três vezes? Jesus foi “levado” para a casa do sumo sacerdote (Mateus 26,57; Marcos 14,53; Lucas 22,54). O Tribuno Romano entregou Jesus às autoridades judaicas esperando a manhã seguinte para o julgamento. Jesus foi levado ao palácio do sumo sacerdote onde se encontravam os principais sacerdotes e anciãos de Israel reunidos. Esta informação é importante, pois a “a casa do Sumo Sacerdote estava no centro de Jerusalém. E certamente não haveria um galinheiro no centro da cidade”. (mesmo por que a cidade de Jerusalém não comportava animais de pequeno porte, pois era considerada, uma cidade sagrada. A partir deste fato vem a pergunta , será que verdadeiramente houve um “galo para cantar”.

Possivelmente a interpretação do “canto do galo” deva ser entendida metaforicamente
Depois de muitas leituras através de autores que escreveram considerações sobre o fato, é de se admitir que a melhor forma de entender fosse metaforicamente. As seguintes razões colaboram para isto.
Primeira consideração:
Os quatro Evangelhos empregam o verbo grego (fonéo), que, como “ressoar” (em vez de “cantar”) e, portanto, pode se referir aos sons emitidos por qualquer instrumento musical, como a trombeta romana, por exemplo, muito empregada pelas legiões romanas. Para disciplinar a vida militar. E na cidade de Jerusalém existia uma guarnição romana a serviço do procurador e de sua defesa,
Segunda consideração:
O Evangelho Marcos, o primeiro ser escrito é dirigido aos romanos (escrito em Roma) encontramos vários latinismos ao longo do texto, utilizando, inclusive, o termo grego composto (alektorofonías), significando o “canto do galo” (Mc 13,35 e encontramos correspondência no termo latino gallicinium (“canto do galo”), vocábulo este que era bem conhecido naquela época e que fazia alusão ao “toque da trombeta” durante a troca das guardas romanas que estavam presentes.
Terceira consideração:
Marcos sendo o primeiro evangelho escrito é tido como o único dos evangelistas a nos fornecer o importante detalhe de que a tripla negação de Pedro ocorreria antes de o galo ressoar “duas vezes”. Essa menção feita ao duplo ressoar do galo (“toque da trombeta”) parece estar aludindo aos dois “toques de trombeta” existentes após a meia-noite, os quais eram emitidos da fortaleza Antonia (atual início da Via Dolorosa, cidade velha de Jerusalém). Um primum gallicinium (“primeiro canto do galo”) entre às 0:00h e às 3:00h da madrugada e, depois dele, o secundum gallicinium (“segundo canto do galo”) que era tocado entre às 3:00h e às 6:00h da manhã, quando outro dia começava a despontar no horizonte. Este fato coincide com o texto bíblico de Marcos: “Disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje, esta noite, antes que o galo cante duas vezes, me negarás três vezes”. (Mc 14,30).
Quarta consideração:
Em quarto lugar, lembramos novamente que os Evangelhos de Marcos (Mc 1,66), Lucas (Lc 22,54) e João (Jo 18,15-17) o fato da negação de Pedro a Jesus, ele estava na “casa do sumo sacerdote”, a qual ficava no centro de Jerusalém. É difícil imaginar que houvesse criação de galinhas em alguma casa do centro cidade. Aliás, iria mais longe e acrescentaria: “é difícil imaginar que houvesse um galo bem debaixo do nariz do sumo sacerdote!”.
Quinta consideração:
A ausência de galos em Jerusalém na época do Novo Testamento, parte do conceito da cidade de Jerusalém considerada sagrada, habitação de Deus, e que nos escritos da Mishna e no tratado de Baba Kama 7.7 prescreve orientações de pureza da cidade. A Mishná, em sua divisão Nezikin (“Danos”), e no tratado Baba Kama 7.7 nos transmite as seguintes orientações sobre o galo: “Eles não podem criar gado miúdo na Terra de Israel, mas eles podem criá-los na Síria ou nos desertos que existem na Terra de Israel. Eles não podem criar galos em Jerusalém por causa das Coisas Santas, nem os sacerdotes podem criá-los [em qualquer lugar] na Terra de Israel por Terra de Israel por causa de [as leis concernentes a] alimentos puros. Ninguém pode criar porco em qualquer lugar. Um homem não pode criar um cão a menos que seja mantido ligado por uma corrente. Eles não podem criar armadilhas para os pombos a menos que seja de trinta ris de um lugar habitado.
Espero que este artigo tenha sido edificante.

terça-feira, 3 de março de 2020


PENSAMENTOS:

 O primeiro passo da inteligência é discernir o importante do irrelevante, nos países desenvolvidos os próprios monumentos, arquitetura e outros já nos ensinam o que é fundamento e o que é superficial.
Nas livrarias existem as prateleiras onde os livros sempre são os mesmos e outras prateleiras onde ficam os lançamentos, os que estão gerando rotatividade. Na escola se aprende o que seus avós e pais aprenderam de gerações à gerações, e há outras matérias que talvez no outro ano ou geração nem estarão no currículo. Os cartazes de teatro são a mesma coisa, certas peças são reencenadas todos os anos enquanto outras não. 
Qual é a razão disso, mostrar o que é importante para uma civilização e o que não é. Essas coisas não são claras no nosso país, tentam fazer de modismos bandeiras eternas, se lutam pelo o que não entendem, e se negam a aprender com o exterior sob pretexto de orgulho latino e confinamento cultural debaixo de agitações confusas e superficiais. Banalizamos quase tudo. 

As vezes sou questionado ou criticado, mas ha coisas que faço porque são necessárias para uma evolução seja em nós ou em volta de nós. Uso o inglês por exemplo não para mostrar algo para alguém, mas sei que eu tenho que buscar coisas lá fora que as vezes não acho aqui. Se uma nação é mais experiente, madura e evoluída do que a nossa porque não aprender com eles? As vezes admiro pessoas não cristãs, e não tenho medo de defender meus pontos. Sei que o ambiente de fé é permeado pela luz da sabedoria e que temos coisas boas aqui, mas também é verdade que a igreja brasileira é muito nova, nós como nação somos novos e ainda temos que nos desprender de muitos males culturais, ignorâncias pessoais etc. E as vezes acho fora o que procuro e não encontro dentro do meio que mais convivo. Pra mim quando se trata de causas importantes temos que nos unir. Eu tenho uma missão eterna em busca do conhecimento e não posso parar, me desculpe os críticos religiosos e acomodados mas pela luta da qualidade de vida não existe A, B ou C. Todos precisamos da ajuda de Deus.

Todas as grandes nações primeiro se elevaram espiritualmente e culturalmente para depois provarem a grandeza política econômica. A #França era centro cultural da Europa muito antes de Luis XIV,  a #Alemanha irradiou reformas e foi centro intelectual do mundo, com #Hegel #kant #schelling isso antes de se construir como nação. A #inglaterra antes de terem o poder sobre os 7 mares foram reis do fornecimento de #santos e #eruditos para a #igreja e por fim os #EUA já tinha três séculos de religião devota e uma cultura literária filosófica antes da aventura industrial que os tornaram potência. O #Brasil precisa começar de novo, tirar a alienação política das raízes, os falsos intelectuais e o poder da mídia atraída ao material, e dar oportunidade aos verdadeiros sábios, santos, intelectuais que elevam a nossa cultura a ponto de ser exemplo para o mundo, aí sim teremos riquezas duradouras. O moral vem antes do material.

Ministro Fábio dos Santos.